Polícia Civil desmantela quadrilha que vendia drogas por aplicativo em Pouso Alegre
A Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas por meio de aplicativos de mensagens, no Sul de Minas. De acordo com as investigações, o grupo utilizava canais no Telegram para comercializar entorpecentes de alto valor, principalmente na região de Pouso Alegre (MG), onde disponibilizava um “cardápio virtual” com os produtos.
Sete pessoas foram presas durante a operação. A ação é resultado de um trabalho de apuração que identificou a estrutura do grupo, que se aproveitava da tecnologia para tentar dificultar o rastreamento policial.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas no Sul de Minas. Ao todo, sete pessoas, com idades entre 20 e 30 anos, foram presas suspeitas de integrar a quadrilha.
A operação foi realizada na última sexta-feira (15/8), mas só foi divulgada oficialmente pela corporação nesta quinta-feira (21/8). Conforme as investigações, o grupo utilizava canais do aplicativo Telegram para comercializar entorpecentes de alto valor no mercado ilegal.
A ação foi conduzida pela equipe de investigação e combate ao tráfico de drogas da PCMG, que vinha monitorando as atividades do grupo. O uso de plataformas digitais era uma estratégia dos criminosos para tentar dificultar o rastreamento policial e expandir a rede de vendas.
Segundo o inquérito policial, as provas coletadas indicam que a organização criminosa atuava de forma estruturada, contínua e com alcance regional, sendo capaz de abastecer Pouso Alegre e municípios vizinhos. As drogas eram distribuídas em diversas cidades da região.
“O esquema movimentava grandes quantias de dinheiro e representava uma séria ameaça à segurança pública. O inquérito foi concluído e já foi encaminhado ao Poder Judiciário”, informou a Polícia Civil.
Apesar da conclusão da investigação, dois dos suspeitos seguem foragidos e continuam sendo procurados pelas autoridades.
A PCMG não informou em quais locais ocorreram as prisões — dado solicitado pelo Jornal Diário, que ainda aguarda resposta. Também não foram divulgados o número de agentes envolvidos na operação nem se as detenções ocorreram em residências, estabelecimentos comerciais ou outros endereços.
Fonte: PCMG