Ministério da Agricultura faz exigências a fabricantes após mortes suspeitas de cães por ingestão de petiscos

Decisão foi publicada por meio de um ofício e é válido para a região do 5º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, localizado em Varginha.

O Ministério da Agricultura determinou uma série de medidas aos fabricantes das matérias-primas em investigação por intoxicação de animais, após a morte de cachorros no Brasil por suspeita de contaminação. A decisão foi publicada em ofício assinado pelo auditor fiscal, Everton de Lima Romão, e pelo coordenador substituto, Rainer Francis Hoffmann, e é válido para a região do 5º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, localizado em Varginha.

O 5º SIPOA atua em 431 cidades localizadas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. As centrais de certificação da unidade estão localizadas em Barbacena, Juiz de Fora, Lavras, Poços de Caldas, Varginha, Viçosa, em Minas Gerais, e Rio de Janeiro (RJ). Segundo o auditor-fiscal Pedro Henrique Salgado Bueno, até o momento não existem denúncias na região abrangida pelo 5º SIPOA.

Segundo consta no ofício, as empresas deverão buscar os lotes indicados nos estoques, fazer a segregação e suspender os materiais nas linhas de produção. Também deverá ser verificada a rastreabilidade na produção, desde janeiro de 2022, para identificar os produtos fabricados com estas matérias-primas.

Caso haja algum produto feito com os materiais investigados, as empresas deverão fazer o recolhimento no comércio atacadista e varejista. As ações devem alcançar os compradores também em seus domicílios.

As empresas deverão informar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento se possuem estoque dos produtos em questão. Além disso, o ofício recomenda que toda matéria-prima recebida de uma empresa em investigação e que apresente relação dos lotes que por ventura tenham o estoque sejam retidos.

O ofício ainda sugere que as empresas revisem os procedimentos de seleção de fornecedores e recebimento de matérias-primas, principalmente voltados ao propilenoglicol.

Os responsáveis técnicos das empresas que produzem produtos para alimentação animal foram notificados via correio eletrônico. As empresas deverão se manifestar em até 72h.

Fonte: G1 Sul de Minas

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